Tempos de escola

Alguns ex-alunos deixam saudades, seja pela sua alegria, pela sua inteligência, pelo seu espírito de cooperação, e até mesmo pelas suas 'aprontações'.
Lembro de uma ocasião em que duas turmas tinham uma avaliação de Física comigo. Uma turma faria antes do intervalo e a outra, após o recreio. Pois bem, manjado nos 'paranauê' que eu já era na época, fiz questão de elaborar duas provas distintas com apenas algumas pequenas mudanças de valores, o que para os desatentos passaria despercebido. Depois de aplicar a prova na primeira turma fiz questão de 'esquecer' uma das avaliações em branco sobre a mesa do professor. Desnecessário dizer que, em poucos segundos a folha iria parar na outra turma. Findo o intervalo me dirigi
para a turma que faria a outra prova. Fiz a chamada, entreguei as folhas com as questões e dei as instruções: "Após o primeiro entregar, cinco minutos depois recolherei todas as provas!" Claro que essas orientações faziam com que ninguém entregasse o seu teste muito cedo, sob risco de ser espancado pelos demais...Cerca de 10 minutos depois, um dos alunos já aparentava ter encerrado a prova, virando-a sobre a sua carteira, aguardando poder entregar. O sorriso dele ia de orelha a orelha. Também desnecessário dizer que ele foi o 'contato' com a outra turma e que ele tratou de reproduzir e distribuir a prova em branco, por mim 'esquecida' na outra sala. 
Faltando cerca de 20 minutos, recolhi as provas e após dar uma olhada por cima, pedi licença a turma para dar uma declaração: "O que acharam de prova? Estava fácil?" 'SIM!' - disseram todos.
E eu continuei: "Por acaso chegou aqui nessa sala uma prova em branco que eu apliquei na outra turma?" 'NÃO!' - disseram alguns, principalmente o garoto sorridente que havia completado a prova em 10 minutos. "Ainda bem! Porque as provas eram totalmente diferentes..." Caras de pavor e pânico se formaram por todos os cantos. Alguns começaram a suar frio. Outros seguraram as lágrimas. 
E o garoto sorridente? Ah, esse se levantou, deu um tapa na carteira e exclamou: "Tô f..." Nunca mais, nunca mais mesmo, alguém daquela turma quis saber de colar em uma prova de Física...

A ‘véia’

Não bastava ser ‘véia’. Tinha que ser xaropeta. Sabe aquela pessoa que incomoda todo mundo? Que se mete na vida alheia? Isso é ser xaropeta! E ela, por ser uma ‘véia’, era mestra na arte da intromissão. Vivia dando conselhos que ninguém pedia e a falar mal dos que ela não gostava, que não eram poucos. Bem, como ninguém gostava dela, ficava no empate. Além de xaropeta, era cheia de manias. A que mais se destacava era a mania de limpeza. Se sujava uma camiseta, tinha que lavar todo o armário. Gastava mais com produtos de limpeza do que com comida. Faltava varal pra tanta roupa. Teve uma época que ela praticamente limpava toda a casa, incluindo janelas e forro, TODOS os dias. Isso até que veio a conta da água. Embora essa fatura não fosse cobrada dos inquilinos, não tinha como deixar passar. Pois em um único mês, a fatura veio com o valor equivalente a 6 meses de uso normal. Mas ‘véia’ que é ‘véia’ não admite suas falhas jamais. Quando questionada sobre como ela pagaria o excesso do consumo de água, tentou de todo jeito tirar o corpo fora, dizendo que tinha mais inquilinos morando ali e blá-blá-blá... Como é impossível tirar leite de pedra e dente de sapo, deixamos quieto e a aconselhamos a ser mais RACIONAL no uso da água. O conselho de nada adiantou. Novo mês. Nova fatura. E lá estava novo valor exorbitante a ser pago. Decidimos radicalizar. Chamamos um encanador o qual instalou um registro que fechava somente a água da casinha da ‘véia’ desperdiçadora de recursos hídricos. Toda vez que ela inventava de lavar todas as roupas de uma vez, a gente fechava o registro. Toda vez que ela puxava uma mangueira para lavar todas as janelas, a gente fechava o registro. Só ouvíamos a ‘véia’ praguejando: “Maldita SAMAE!!! Tá faltando água de novo!!!” Era, no mínimo, divertido. Mas daí, a ‘véia’ mudou de estratégia. Transferiu a mania de limpeza para o período noturno. Mas, o plano maquiavélico não durou muito. Pois os inquilinos próximos começaram a reclamar do barulho que a zelosa ‘faxineira’ fazia. Tanto, que a ‘véia’ resolveu comprar um terreno e construir sua própria casa. Dizem que, como agora ela tem que pagar água e luz sozinha, aprendeu a economizar... Os lençóis freáticos agradecem!

 

Eleições 2012

Estamos na reta final para sabermos quais os nomes e partidos que irão disputar as eleições municipais de 2012. No entanto não existem definições, nada concreto. Somente possíveis alianças, varias conversas , varias declarações ousadas, mesmo cenário de todos os outros anos, que as vésperas tomam rumos totalmente diferentes dos cogitados.

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SINDICATO AGORA TEM FARMÁCIA

Desta forma o associados gozam de uma nova situação de previlégios  através dos serviços dessa farmácia, onde pode pagar as contas com o cartão Util card. Os Sindicatos fazem parte da sociedade em que vivemos e  busca sempre oferecer os melhores serviços em atendimento e beneficios aos seus associados.

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O ‘meninão’ 

Zé. Vou chamá-lo assim para não me comprometer. Aliás, todos os fatos citados aqui, embora reais, considere como ficção, entendeu? Zé era o tipo palhação, gozador de marca maior. Tirava sarro de tudo e de todos. Imagina o que sofreu o moço da crônica anterior na mão dele. O Zé veio de longe. Minas Gerais se não me engano. Mas não tinha nada de ‘mineirinho come quieto’. Era dono de um humor mordaz e escancarado. Eu adorava o cara por isso. Perdia os amigos, mas nunca uma boa piada. Deixei a timidez um pouco de lado pela convivência com ele. Já tinha viajado o mundo e, de quando em vez, contava uma e outra estória de algum canto do planeta. E era aprontador. Merecia um prêmio pela mente fértil para o ‘mal’. Cola no frasco de xampu? Tinta no tubo de pasta dental? Era com ele. Lembro de outro inquilino que tinha uma coleção de fitas cassete de várias bandas de rock. Pois bem. O Zé, muito sacana, pegou uma a uma das fitas e as deitou sobre um ímã de alto-falante. Imagina o desespero do inquilino colecionador ao descobrir que seu Jim Morrison, sua Janis Joplin, seu Santana, haviam ‘evaporado’ do nada. E o Zé na dele. Em outra ocasião, misturou talco perfumado no fumo de cachimbo de outro. Fumaça perfumada e irritação na garganta fizeram o outro inquilino estranhar o seu objeto de vício, mas fumou até o fim do pacote. Outra vez, soltou os parafusos do assento do motorista de um carro zero quilômetro que um inquilino chato recém-chegado havia comprado. Imagine o susto ao sentar e o assento escorregar para trás. Porém o Zé não ficou muito tempo conosco. Foi-se embora triste. Triste ficamos todos, pois apesar do tom avacalhador, Zé tinha bom coração...

A corrupção

Qual atitude o judiciario Brasileiro ira tomar em relaçao as denuncias apresentadas na reportagem?

Qual a Puniçao as empressas que se dispoe a realizar

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Toque de acolher

hspace=Fiquei surpreso com os pedidos de vários leitores solicitando a minha opinião sobre o polêmico projeto de lei 285/2012 em discussão na Câmara de Vereadores,  razão pela qual decidi expressar meu pensamento sobre o assunto.

Não pretendo me ater ao fato da legalidade ou inconstitucionalidade do projeto, pois para isso existe o Judiciário. Quero aqui dizer que estamos vivendo em uma sociedade onde as pessoas de bem estão cada vez

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As Crônicas do Wilsinho

Histórias de Pousada

Daí, num belo dia, por volta de meados dos anos 80, a família decidiu alugar os cômodos ‘mortos’ da casa. Não era um castelo, mas havia uns cinco cômodos vagos que só haviam recebido móveis sem uso. Camas, criados-mudos, armários. Tudo velharia. Mas, mesmo assim, a ideia de faturar em cima parecia boa. No começo apareceram pessoas bem ‘normais’. Moças e moços vindos de fora e que buscavam por aqui um emprego e um lugar pra morar. Não fomos os pioneiros na locação de quartos, mas logo a novidade se espalhou e o negócio começou a se tornar cada vez mais promissor. Em pouco tempo até a parte externa foi reformulada para abrigar inquilinos. E não só a parte externa. Lembro-me de dois salões enormes que, após alguns anos, viraram quatro quartos. E, é claro, onde mora muita gente rola muita confusão, fatos engraçados, fatos tristes e fatos inusitados. Então, vamos lá.

Capítulo 1 - O Tragicômico

Me lembro da ocasião em que um dos inquilinos, meio afetado, se é que vocês me entendem, estava preocupado, pois sua namorada, noiva, cacho, sei lá, estava querendo dar uma ‘volta’ nele. Era assim: ele muito jovem, mas cheio de muitas frescuras, e ela, uma mulher mais velha, decidida, sem meias palavras, tinham divergências sobre quase tudo. Desde aonde ir almoçar, até sobre que roupa usar. Ela, que de indecisa não tinha nada, resolveu um dia dar um fim à relação. Foi num sábado, se lembro bem, que ela veio e terminou tudo. Saiu ‘voada’ e logo nosso inquilino estava desesperado, aos prantos, e berrando: “EU VOU DESMAIAR!!! ME ACODE QUE EU VOU DESMAIAR!!!” Desmaiou nada, e continuou no choro até que minha mãe, com muita calma e zelo, preparou um chazinho para a criatura chorosa. Falou pra ele algumas coisas do tipo: “Vai dar tudo certo...”, “Ela volta...”, “Vai descansar e amanhã vocês vai estar melhor...”. Passaram alguns dias e nada dela voltar. Até que ela voltou. E com uma criança (que não era dele, óbvio). Conversaram e conversaram e conversaram. Não me lembro se minha mãe estava presente para ‘apaziguar’ a situação entre os dois, dando conselhos sobre relacionamento homem-fresco-mulher-decidida, mas me lembro muito bem que os dois reataram. Para o bem de todos. Pois se o cara chorasse mais um pouco, precisaríamos de botes salva-vidas para entrar em casa...

 

VOCÊ SABE O QUE É AUXILIO RECLUSÃO?

hspace=Todo presidiário com filhos tem direito a partir de 01/01/2010 a receber um salario reclusão de r$ 798,30 por filho. Esse dinheiro é para sustentar a família do coitadinho que está preso.

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